Toyota perde 20 mil vendas em 1 semana por suspender vendas

Nick Bunkley A Toyota Motor estimou na terça-feira que havia perdido cerca de 20 mil vendas de veículos na semana passada, depois de suspender a produção e a venda de alguns de seus mais populares modelos.As vendas da Toyota nos Estados Unidos caíram em 16% no mês passado, e sua fatia de mercado encolheu para 14,1%, a mais baixa em quatro anos. Um ano atrás, a Toyota detinha 17,9% do mercado americano.Foi a primeira vez que a Toyota vendeu menos de 100 mil veículos em um mês nos Estados Unidos desde 1999. As vendas do sedã médio Toyota Camry, um dos oito modelos envolvidos na mais recente das duas grandes ordens de recall da Toyota, caíram em 24%. As vendas da picape Tundra caíram em 45%. Em termos gerais, as vendas dos oito modelos envolvidos no recall de 21 de janeiro foram 21% mais baixas que em janeiro de 2009. O declínio superou as expectativas de muitos analistas, mas as montadoras rivais afirmaram que os casos de recall não resultaram em elevação significativa em suas vendas. Ford, General Motors e Chrysler estão entre as companhias que oferecem descontos de US$ 1 mil para compradores que trocarem seus Toyotas por modelos dessas empresas. “Em uma semana, não acreditamos que tenha havido um grande desvio”, disse Michael DiGiovanni, principal analista de mercado da GM, em conversa telefônica com analistas e repórteres. “Mas conquistaremos número maior de seus clientes em fevereiro, caso a situação se arraste”. A Toyota está batalhando para resolver os problemas rapidamente e anunciou que suas concessionárias começariam esta semana a realizar reparos nos veículos dos clientes. As concessionárias serão autorizadas a reiniciar as vendas dos modelos recolhidos disponíveis em suas lojas assim que os problemas nos pedais de acelerador sejam resolvidos, mas foram instruídas a dar prioridade aos carros dos clientes. A Toyota informou que 60% dos carros nos estoques de suas concessionárias não estão em condições de serem vendidos.”Os problemas deles podem ser resolvidos rapidamente”, disse Michelle Krebs, analista sênior do Edmunds.com , um site que oferece conselhos sobre compra de automóveis aos consumidores. O site informou que um indicador de atividade que seus analistas acompanham e tem forte correlação com os resultados de vendas indicava uma retomada do interesse pela Toyota, depois que a empresa anunciou sua estratégia de correção na segunda-feira. “A Toyota adquiriu muita lealdade da parte de seus consumidores e construiu uma marca excelente, e vai se recuperar disso”, disse Krebs. “Pelo menos estamos vendo que ainda existem pessoas dispostas a comprar Toyotas”. Mas em janeiro, a Toyota foi facilmente derrotada pela Ford Motor, cujas vendas cresceram em 25%. A Ford, que ficou abaixo da Toyota no ranking de vendas de 2009, anunciou ter vendido 43% mais carros de passageiros em janeiro de 2010 do que no período um ano atrás.A fatia de mercado da Ford saltou de 14,2% em janeiro de 2009 a 16,7% em janeiro deste ano. As vendas totais de veículos zero cresceram em 6%.A GM registrou alta de vendas de 14%, e a Chrysler sofreu 8% de queda. As vendas da Honda caíram em 14% e as da Nissan subiram em 16%.As grandes altas registradas por Ford e GM se devem em larga medida aos operadores de frotas, entre os quais locadoras de automóveis e órgãos governamentais, que encomendaram milhares de veículos a mais do que no mesmo mês em 2009, porque então a falência do banco Lehman Brothers havia criado uma compressão no mercado de crédito. A Ford anunciou que suas vendas para operadores de frotas subiram em 154% no mês passado. A montadora informou que as vendas a clientes individuais haviam caído em cerca de 5%, enquanto a GM informava que as vendas de varejo de suas quatro marcas mantinham a alta de 3%. A GM suspendeu a produção de veículos das marcas Pontiac e Saturn, e está se preparando para vender a Saab e a Hummer. As montadoras de Detroit, que há anos vinham perdendo clientes regularmente para as rivais asiáticas, esperam roubar mais clientes insatisfeitos com a Toyota, em fevereiro. Mas Bob Carter, executivo da montadora japonesa, disse acreditar que os atuais clientes e potenciais compradores ficariam com a companhia.”A maioria de nossos clientes confia na marca”, disse Carter, diretor geral da divisão Toyota, em entrevista por telefone. “Se estão no mercado, devem apenas retardar suas compras para ver o que acontece”. A ordem de recall de 21 de janeiro envolve 2,3 milhões de veículos nos Estados Unidos e outros 2,2 milhões em outros mercados. A Toyota informou que seus pedais de acelerar podem se desgastar e se tornar difíceis de acionar, ou ficar presos em posição parcialmente comprimida. A produção norte-americana dos modelos envolvidos no recall deve ser retomada na semana que vem, com pedais modificados. A Toyota vai reparar os veículos em circulação por meio de um reforço de aço na estrutura do pedal, a fim de reduzir a fricção. » Toyota suspende venda do Corolla e mais 7 » EUA abrem investigação sobre freios do Prius O modelo Corolla fabricado nos Estados Unidos está entre os que terão vendas suspensas Chat about this story w/ Talkita

Publicado em 21 de outubro de 2009

Bancários da Caixa aceitam<br> proposta e encerram greve em SP

Atualizada às 18h11 Os bancários da Caixa Econômica Federal, representados pelo Sindicato de São Paulo, Osasco e região, aprovaram em assembleia nesta quarta-feira o fim da greve da categoria que já durava 28 dias. A informação foi divulgada pelo próprio sindicato no final da tarde.Pela proposta do banco, os trabalhadores vão receber reajuste de 6%, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que varia de R$ 4 mil a R$ 10 mil, além de um abono de R$ 700 por funcionário, a ser pago em janeiro, e o compromisso na contratação de 5 mil novos funcionários pelo banco.A nova proposta da Caixa foi apresentada aos bancários na noite de ontem e ainda é discutida por outros sindicatos de bancários pelo País. Participação nos lucros Na proposta aceita pelos bancários do Sindicato de São Paulo, Osasco e região, a PLR será paga pelo sistema que for mais vantajoso para cada bancário: a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ou a específica da Caixa. Pela regra da Fenaban, os bancários receberiam a regra básica composta por 90% do salário, mais valor fixo de R$ 1.024. Além disso, o funcionário receberia valor adicional de 2% do lucro líquido, divido em partes iguais entre os funcionários, com teto de R$ 2.100. De acordo com a Caixa, por esta regra básica e valor adicional, o bancário receberia até R$ 5.649, conforme expectativa de lucro projetado. Pela regra específica da Caixa, a PLR pode variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil de acordo com a função dos bancários. Apesar das novas propostas apresentadas pelo banco, os grevistas reivindicam ainda a discussão do Plano de Cargos Comissionados e a igualdade de direitos para os funcionários admitidos após 1988. » Confira mais notícias sobre empresas » Siga o Terra no Twitter Chat about this story w/ Talkita

Publicado em 21 de outubro de 2009

OGX descobre <br> mais petróleo

A OGX , braço de petróleo e gás natural do grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou nesta segunda-feira que foram identificados intervalos de hidrocarbonetos (petróleo e gás) em reservatórios das idades aptiana e barremiana no poço 1-OGX-3-RJS, localizado no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. A OGX detém 100% de participação nesse bloco, segundo comunicado enviado ao mercado. Esta é a segunda descoberta no poço OGX-3, tendo a primeira sido feita em reservatórios carbonáticos da seção albiana. De acordo com o comunicado, o poço OGX-3 encontra-se em fase final de perfuração, que vai até a profundidade total estimada em 4 mil metros. Nos próximos dias, será iniciado um teste de formação que visa verificar as características dos reservatórios carbonáticos em condições dinâmicas. “A descoberta de hidrocarbonetos também nas seções mais profundas do OGX-3 evidencia o acerto da estratégia exploratória utilizada nesta área, que vem apresentando todos os elementos para converter-se em um importante polo produtor de petróleo”, afirmou Paulo Mendonça, diretor-geral da OGX. Criada em 2007, a OGX é a maior empresa privada em termos de área marítima de exploração no Brasil.O poço OGX-3 se situa a aproximadamente 83 km da costa do Estado do Rio de Janeiro, onde a lâmina de água é de aproximadamente 130 m. A sonda Sea Explorer, fornecida pela Pride International, iniciou as atividades de perfuração no poço no dia 16 de novembro de 2009 e continuará no local até o fim do teste de formação.A bacia de Campos é a maior região produtora de petróleo no país, com cerca de 80% do total de cerca de 2 milhões de barris de petróleo produzidos no Brasil por dia.A OGX informou ainda o início das perfurações dos prospectos Kilawea e Krakatoa, respectivamente através dos poços 1-OGX-4-RJS no bloco BM-C-42 e 1-OGX-5-RJS no bloco BM-C-43, com estimativa de 60 dias para a conclusão de ambas.No dia 22 de dezembro, a OGX afirmou ter encontrado no poço OGX-2A, conhecido como Pipeline, um volume total recuperável entre 1 bilhão e 2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). O anúncio foi feito após a finalização da perfuração no poço, situado no bloco BM-C-41, em águas rasas da bacia de Campos. Chat about this story w/ Talkita

Publicado em 21 de outubro de 2009

Jantar de trabalho abre reunião de representantes do G7

Atualizada às 13h22 O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que o governo está aberto a “medidas complementares e adicionais” ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de alterar o formato da cobrança.”Acabamos de lançar as medidas, nós temos que observar a sua repercussão. Eu acredito que a repercussão será positiva e que nós vamos alcançar os objetivos que estão estabelecidos. Isso não impede que a gente possa pensar em medidas complementares, adicionais”, disse após audiência no Congresso.”Estamos abertos a toda discussão em torno da proposta”, acrescentou.Mantega explicou que o debate do IOF incidente sobre investimentos estrangeiros em ações e renda fixa não pode ser feito com todos os setores afetados para não ferir as regras de divulgação do mercado de capitais.Sem entrar em detalhes, o ministro disse que tributar o capital externo na saída do País seria mais complicado. “Por isso é que nós optamos pela tributação na entrada.”Na véspera, o presidente-executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse que apresentaria uma contraproposta ao governo, que prevê a cobrança do IOF na saída e não na entrada do capital e alíquotas decrescentes de acordo com o prazo de permanência no País.O executivo também se mostrou preocupado com o impacto da medida sobre as companhias brasileiras que estão na iminência da abertura de capital.Na avaliação de Mantega, a taxação não deve afetar as ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês). » Confira mais notícias sobre Economia » Siga o Terra no Twitter Chat about this story w/ Talkita

Publicado em 21 de outubro de 2009

Esvaziado, salão de Tóquio vê domínio de montadoras japonesas

No lugar dos conceitos e esportivos, carros híbridos e elétricos concentram os holofotes dos lançamentos expostos no Salão do Automóvel de Tóquio, que foi aberto para a imprensa nesta quarta-feira. Com a ausência de grandes montadoras como Ford, Chrysler, GM e Fiat, as marcas japonesas dominam o evento com novas tecnologias mais preocupadas com o futuro do meio ambiente.Este ano, apenas dez montadoras participam: oito japonesas e duas estrangeiras (Lotus e Alpina). Na edição anterior, o salão contou com nove montadoras japonesas e 26 estrangeiras. Contando com as fabricantes de carros comerciais, acessórios e motocicletas, o salão terá neste ano 108 expositores. É a feira com menor número de participantes desde a sua criação, em 1954. Com projeto de lançar um carro elétrico em 2012, a Toyota mostra pela primeira vez uma nova versão do conceito FT-EV II, movido a bateria, assim como um híbrido do Prius. “A Toyota não está se limitando a carros híbridos de gasolina e eletricidade. A era de reinventar os automóveis está próxima”, afirmou o presidente da montadora Akio Toyoda.A Nissan apresentou o “Land Glider”, que tem apenas 1,1 m de largura e leva duas pessoas – uma na frente e outra atrás. O modelo foi inspirado nas motocicletas e aeroplanos, com rodas que inclinam até 17 graus nas curvas. Além disso, a terceira maior montadora japonesa mostra o Leaf, carro elétrico que a empresa espera começar a vender em 2010.”O Leaf vai produzir uma onda na indústria por ser o primeiro carro acessível com emissão zero (de poluentes)”, afirmou o diretor-executivo Carlos Ghosn. “A mobilidade sustentável está ao nosso alcance. Estamos no limiar de uma nova era na indústria automotiva”, completou.Esta transformação da Tokyo Motor Show demonstra a revolução que está acontecendo no mercado automotivo japonês e mundial, segundo os especialistas. “O conceito de veículo está mudando. Até agora, o carro eram um símbolo do status social. Quanto mais dinheiro se tinha, maior era o veículo. Agora, as pessoas compram carro basicamente para se deslocar e já não predomina o design ou a velocidade”, explicou o analista Tatsuya Mizuno.Esta mudança se acelerou com a crise econômica e com a chegada de uma geração de motoristas muito mais preocupados com os problemas do meio ambiente. A recessão também levou os fabricantes a diminuir a produção de carros esortivos, que, era, a seu ver, um meio de associar o veículo à velocidade e à virilidade. Com informações da AFP. » Veja fotos do Salão de Tóquio » Tóquio: total de montadoras é o menor da história » Salão de Frankfurt: preocupação divide atenção com lançamentos » Renault: carros elétricos serão 10% em 10 anos » Siga o Terra no Twitter Com a ausência de grandes montadoras, japoneses se concentram em carros “verdes” Chat about this story w/ Talkita

Publicado em 21 de outubro de 2009

Obama propõe medidas para apoiar pequenas empresas

Atualizada às 16h39 O mercado de câmbio retomou suas principais referências após adaptar-se à nova taxação ao capital estrangeiro, e permitiu a queda de 1,26% do dólar nesta quarta-feira em meio à recuperação da Bovespa e ao cenário favorável no exterior. A moeda americana terminou o dia a R$ 1,726, encerrando uma sequência de três altas seguidas. Desde terça-feira, todo investimento externo em ações e renda fixa é tributado em 2% pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).Após subir a R$ 1,768 nos primeiros minutos da sessão, o dólar começou a ceder gradativamente, acompanhando a acomodação dos investidores e a virada dos índices internacionais. “O mercado já está se acalmando, voltando ao normal”, disse o operador de câmbio de uma importante corretora, que preferiu não ser identificado.No exterior, o euro superou pela primeira vez desde agosto de 2008 o nível psicológico de US$ 1,50, e o índice do dólar em relação às principais moedas caía 0,7%. As commodities, com bastante peso nas exportações brasileiras, tinham alta de 2,2% segundo o índice Reuters-Jefferies, e a Bovespa subia 2,4% logo após o fechamento do mercado de câmbio.”Tem tanto dinheiro no mercado que não adianta ficar só taxando”, disse Francisco Carvalho, gerente de câmbio da corretora Liquidez. Ainda assim, investidores temem que outros países emergentes adotem medidas semelhantes à brasileira.”A realidade é que o dólar fraco está trazendo preocupações para todo mundo, e isso vai continuar até os Estados Unidos começarem a aumentar juros”, completou. Analistas em todo o mundo esperam que o Federal Reserve (FED, banco central americano) comece a subir os juros somente no ano que vem. Entrada de dólares Antes da adoção do IOF sobre o capital estrangeiro, a entrada de dólares no País em outubro disparava para US$ 10,489 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira.A maior parte desse volume está relacionada a operações no mercado de capitais, principalmente a venda de units do Santander Brasil.O BC comprou somente pouco mais que a metade desse volume, US$ 5,977 bilhões, o que de acordo com cálculos do banco BNP Paribas deve ter permitido aos bancos a cobertura de suas posições vendidas na moeda americana.No mercado futuro de dólar e cupom cambial, porém, os bancos seguiam até terça-feira com quase US$ 7 bilhões de posições vendidas em dólares – que indicam uma aposta na valorização do real -, em contraponto aos investidores estrangeiros.De quinta a terça-feira, os estrangeiros triplicaram suas posições compradas em dólar, para cerca de US$ 6 bilhões, em um movimento de proteção a uma eventual alta da moeda americana. » Confira a cotação das principais moedas Chat about this story w/ Talkita

Publicado em 21 de outubro de 2009
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